Presumível carta de Albert Einstein à sua filha Lieserl

Duas amigas do projecto Paz em Movimento (PeM) cruzaram leituras com uma suposta carta que Einstein terá escrito à sua filha Lieserl. Não obstante as dúvidas quanto à autoria e à autenticidade dessa missiva atribuída ao genial físico teórico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade geral, o grupo PeM considera-a interessante como base de reflexão e de partilha. Assim, mesmo quando nos dizem que os arquivos de Albert Einstein não incluem uma carta sobre a «força universal do amor», transcrevemos esta versão (talvez ficcionada) para o nosso blogue e partilhamo-la também na nossa página do Facebook (https://www.facebook.com/pazemmovimento.pt). Leiam e pensem nisto!

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O AMOR

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que te vou agora revelar, para que transmitas à humanidade, também chocará o mundo, com a sua incompreensão e preconceitos. Peço ainda que aguardes todo o tempo necessário – anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que te explicarei em seguida. Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e que governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenómeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós. Esta força universal é o AMOR. Quando os cientistas estavam à procura de uma teoria unificada do Universo, esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças. O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe. O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras. O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga no seu egoísmo cego. O Amor revela e desvela. Por amor, vivemos e morremos. O Amor é Deus e Deus é Amor. Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor. Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites. Após o fracasso da humanidade no uso e controlo das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última. Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada. Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Liesrl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida. Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por ti. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que a graças a ti, obtive a última resposta.

O teu pai, 

Albert Einstein

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