20 de Fevereiro: Dia Mundial da Justiça Social

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É sábado. O mau tempo obriga a que 13 dos 18 distritos do país estejam sob alerta laranja por causa do vento forte e da agitação marítima. Chove muito e, também por isso, quase todos os distritos estão sujeitos ao alerta amarelo. O estado de emergência prossegue, com o objectivo de evitarmos a propagação do novo coronavírus e das suas estirpes mutantes. Resta-nos ficar em casa, tentando aproveitar da melhor maneira aquilo que os ponteiros dos relógios nos dizem ser muito importante e que não podemos desperdiçar, porque irrecuperável nas nossas vidas.

Entre as tarefas domésticas intercaladas com a difusão televisiva em módulo de «zapping» – atendendo a alguma impaciência de quem está, há tantos dias, confinado e à disponibilidade do comando à distância –, não obstante a possibilidade de satisfazermos leituras até agora adiadas, apercebemo-nos, se calhar tardiamente, de que hoje se comemora o Dia Mundial da Justiça Social. Mas porquê?

Uma consulta rápida na Internet informa-nos que esta data foi criada em 2007, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de acordo com a Resolução A/RES/62/10, e celebrada pela primeira vez em 2009.

 

O Dia Mundial da Justiça Social serve-nos também de alerta, mas vermelho, para as realidades da pobreza, do desemprego e da exclusão, muitas vezes próximas da nossa porta, além dos casos típicos e crónicos que nos entram em casa através dos ecrãs das televisões e dos computadores.

Porque temos a obrigação, a nível global, de tentar criar oportunidades para todos, combatendo as desigualdades que se agravam no Mundo, cabe-nos não considerar este Dia como mais uma jornada ou efeméride que esqueceremos já amanhã. A igualdade, o bem-estar, o trabalho e a justiça para todos têm sido primordiais preocupações das gerações ao longo dos séculos, cujas conquistas políticas estão banhadas de sangue e de sacrifícios, as quais não podem ser abandonadas nem desbaratadas. 

Assim, numa altura em que a crise pandémica e económica nos atinge de forma transversal – apesar de os estudiosos das matérias sociais constatarem que as diferenças entre os indivíduos com poder económico e os grupos desfavorecidos atingem escalas intoleráveis –, compete-nos igualmente colaborar na resolução de questões tão sensíveis como as das migrações e dos refugiados.

A empatia social é uma das nossas capacidades mais importantes para uma sã convivência. Daí que a Organização das Nações Unidas (ONU) apele aos países para a eliminação de barreiras sociais e para que se realizem diferentes iniciativas que promovam a justiça e a igualdade social. O projecto Paz em Movimento (PeM) – ao estar sensibilizado para os problemas de justiça social, entre outros aspectos que colocam barreiras às pessoas por preconceitos de género, raciais, étnicos, de idade, religiosos ou por não se saber lidar com a deficiência e a incapacidade – solidariza-se com este apelo da ONU, com a consciência de que a pandemia da covid-19 vem acentuar as desigualdades sociais.

 

 

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