Parece simples essa coisa da Paz…

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Quem nos fala nesta gravação, em vídeo, é o padre Júlio Lancellotti, que recebeu recentemente o Prémio Dom Paulo Evaristo Arns 2020, na oitava edição do Festival Direitos Humanos, na cidade de São Paulo.
Nascido em 1948, em São Paulo, é um pedagogo e padre católico brasileiro.
Poderia continuar a contar a sua vida, mas basta-me ouvir… Sem peneiras, sem bazófias, sem orgulhos, sem paternalismos, sem beatices.
Com palavras provadas, testadas, construtoras, ele fala do povo da rua, com quem partilha a vida e a quem eleva até aos cimos a que tem direito.

 

Isto de existir para ninguém (porque ninguém sabe sequer o nosso nome!) é como não existir. Ponto final.
Isto é o que acontece ao povo das ruas, visto com(o) sacos de plástico todos iguais e nos quais se despeja uma qualquer doaçãozinha que deverá ser agradecida com muito boa cara e mil obrigados na boca…
Isto de receber cuecas usadas toda a vida e nunca vestir umas cuecas novas, a estrear… Isto de comer e de dar a comer o que já não queremos, de dormir onde nunca dormiríamos… Isto não é paz! Isto é uma guerra suja que as nossas mentes não vislumbram, nem o nosso coração comove.
O padre Júlio Lancellotti não teoriza sobre a Paz. Agarra nas teorias (como são tão necessárias as teorias sobre a Paz!) e obriga-as a mergulhar na vida dos “ninguéns” das ruas.
Com ele vão muçulmanos, os do Candomblé, os da Umbanda e também os voluntários com credos e sem credos, porque não é um problema de religiões, mas de dignidade.
Quem me dera ter esta coragem de ser assim irmão! 

                                                                                                                                      José Patrício (21 de Janeiro de 2021)

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