Imaginem!…

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Faz hoje (8 de Dezembro de 2020), precisamente, 40 anos que desapareceu John Lennon, um dos ídolos musicais mais carismáticos do século XX, co-fundador da mítica banda inglesa The Beatles.

Nascido em 1940, na cidade de Liverpool, não se pode dizer que tenha tido uma infância feliz. Foi marcada, sobretudo, por um clima de forte instabilidade familiar, mas simultaneamente envolta num clima de amor e de carinho, proporcionado por uma rede feminina, também ela familiar.

Com uma personalidade de inconformado, John Lennon era dado a laivos de certa rebeldia, tendo encontrado em diversas expressões artísticas (na escrita, no desenho e na música) uma oportunidade para revelar a sua forte aptidão criativa. Foi, no entanto, graças a esta última que mais se destacaria e pela qual ficou e continuará a ser recordado em todo o Mundo!

No contexto deste espaço dedicado à Paz, invocar o seu nome constituirá apenas uma simbólica homenagem, pois, além de Lennon ter sido um empenhado activista dos direitos humanos, parte da sua criação musical foi orientada, justamente, para esta questão.

Da sua vasta produção musical alusiva a uma visão pacífica do Mundo, lembramos só duas criações emblemáticas que a memória colectiva conserva no seu imaginário e, seguramente, continuará a guardar pelos tempos vindouros: «Imagine» e «Give Peace a Chance».

Não deixa, porém, de ser irónico que um artista que tanto pugnou pela Paz tenha sido assassinado, próximo da sua residência, em Nova York (cidade para onde se havia mudado em 1970), pela acção premeditada de um forte admirador dos Beatles, Mark David Chapman.

Comum aos dois é o facto de terem atravessado infâncias tumultuosas, vincadas por um grande impulso de procura do sentido da vida. Contudo – vá-se lá saber porquê!… –, o destino direccionaria cada um para caminhos diametralmente opostos. Orientação essa irmanada na mesma auréola de fama, ainda que por razões contrárias. E assim se cumpriu o desígnio de David Chapman, figurando também ele no «livro» do não esquecimento.

Rosa Morais Pereira

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