ESPIRA(LA)NDO…

Propósito deste título: ESPIRAR movimentando (a) VIDA em ESPIRAL, ora enrolando ora desenrolando, em busca de (alguma) PAZ!… Com muitos (ENTRE) parêntesis! 

Que sopros de VIDA passa(ra)m por nós?

Começo por escrever num DIA MUNDIAL da CRIANÇA. Vamos jogar à bola, com Albert Einstein:

A VIDA

A vida é como jogar uma bola contra a parede:

se jogares uma bola azul, ela voltará azul;

se jogares uma bola encarnada, ela voltará encarnada;

se a bola for jogada sem energia, ela voltará fraca;

se a bola for jogada com força, ela voltará com força.

Por isso, nunca “jogues uma bola na vida” se não estiveres pronto a recebê-la.

A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. 

Tudo quanto ela faz é retribuir e devolver  que nós lhe oferecemos.

A criança que há em nós vai crescendo, desenvolvendo-se, caminhando, correndo (o que nos faz correr na vida?)… e espera-se, em esperança, que chegue a velho, homem feito, ou que se vá fazendo HOMEM! Neste peregrinar na, e pela VIDA, vamos parar um pouco para atendermos a esta HISTÓRIA PARA PENSAR inserida na revista “Íris de PAZ” (cuja tradução não é da minha autoria):

Conta-se o seguinte acerca de um velho anacoreta ou eremita, quer dizer, uma pessoa que, por amor a Deus, se refugia na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para se dedicar (somente) à oração e à penitência.

Queixava-se frequentemente que tinha muito que fazer. Não se entendia como era possível que tivesse tanto trabalho no seu retiro. Ao que ele respondeu: “Tenho que domesticar dois falcões, treinar duas águias, aquietar dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um burro e vencer um leão”.

Não vemos nenhum animal próximo da gruta onde vives! Onde estão todos esses animais?

Então, o eremita deu uma explicação que todos compreenderam: “Estes animais transportamo-los connosco. Os dois falcões lançam-se sobre tudo o que está à sua frente, bom ou mau. Tenho de treiná-los para que se lancem somente sobre presas boas… São os meus olhos!

As duas águias, com as suas garras, ferem e destroçam. Tenho de treiná-las para que se ponham ao serviço e ajudem, mas sem ferir… São as minhas mãos!

E os coelhos querem ir para onde lhes apetece, fugir dos outros e esquivar-se das situações difíceis. Tenho de ensiná-los a aquietarem-se, embora exista uma situação dolorosa, um problema grave ou qualquer coisa que não me agrade… São os meus pés!

O mais difícil é vigiar a serpente, embora se encontre encerrada numa jaula de 32 varetas. Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula; e, se a não vigio de perto, provoca dano… É a minha língua!

O burro é muito obstinado e não quer cumprir o seu dever. Alega estar cansado e nega-se a transportar a sua carga do dia-a-dia… É o meu corpo!

Finalmente, necessito de domar o leão, que quer ser o rei, quer ser sempre o primeiro; é vaidoso e orgulhoso!… Esse é o meu coração!”

Concluo este apontamento em 2 de Junho de 2020. Neste dia, no ano 553, o quinto Concílio Ecuménico de Constantinopla confirmaria o título de THEOTOKOS – título grego de MARIA, usado especialmente na Igreja Ortodoxa e Igrejas Orientais Católicas. A sua tradução literal para Português inclui “Portadora de Deus”. Por seu lado, traduções menos literais incluem “Mãe de Deus”. Na Igreja Católica, a solenidade é comemorada a 1 de Janeiro, DIA MUNDIAL da PAZ. Sim, pelos “dias mundiais”… Mas que todos os dias sejam dias de PAZ! Que o dia de HOJE seja DIA DE PAZ!

 Urtélia de Oliveira L. S.

(Coimbra, 1 e 2 de Junho de 2020)

 

 

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