Quero Paz

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Neste tempo de lamento, sem marcação nem alento, como preciso de Paz!
Tempo de pausa e de luta feroz sem final à vista…
Em que não se sabe onde está o inimigo, em que se arranjou lugar ao sem-abrigo, em que o medo se instalou!

O mundo poderoso do futebol parou, a banca a quem se deram milhões disponibilizou-se para ajudar, o que faz desconfiar…
Os políticos tiveram de pensar, de fazer horas extras e estiveram de acordo, sem oposição!
Vizinhos, que nem se conheciam, vieram para a janela cantar e bater palmas
       para alegrar as cidades cheias de luz, mas desertas, cheios de imaginação.
Nunca se passeou tanto cão!
Os animais selvagens desceram dos seus lugares e vieram procurar saber o que estava a acontecer…
Tempo que foge em contratempo.
E, neste tempo, contaram-se os velhos confinados em lares, velhos sem lugar nas suas próprias casas,
       tal como pássaros em gaiolas e a quem cortaram as asas… Eram tantos! Tantos!

Mas tantos partiram sem sequer se despedir daqueles que amavam e a quem criaram os filhos. E quando tanto se queria pedir a Deus, as portas dos templos fecharam-se e o Santo Padre rezou numa Praça vazia!
Foi preciso este inimigo de que pouco mais se sabe do que o nome,
       mas conhece-se o seu poder, para ver e dar valor a quem salva e ajuda a salvar vidas.
E tantos são para além dos cientistas, dos médicos, dos enfermeiros!… 
Também são os bombeiros, o pessoal auxiliar e os transportadores,
       homens e mulheres sem rosto que, todos os dias, recolhem o que deitas no lixo.
Gente que passa horrores para estar e chegar a tempo…
E neste contratempo de confinamento dai-me a Paz Senhor, a Paz do teu Amor.

Maria da Luz Colaço

(29.04.2020

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